Fernando Picoli, Perito Criminal
  • Perito Criminal

Fernando Picoli

Goiás (GO)

Sobre mim

Cirurgião-dentista, Perito Judicial, Perito Criminal
Graduado em Odontologia, especialista em Ortodontia e em Odontologia Legal, mestre e doutorando em Odontologia. Atua como perito judicial e assistente técnico em processos judiciais cíveis e trabalhistas envolvendo a Odontologia. Perito Criminal da Polícia Científica do Estado de Goiás, com experiência em perícias em Locais de Crimes Contra a Vida, em Balística Forense, Odontologia Legal e Antropologia Forense.

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Fernando Picoli, Perito Criminal
Fernando Picoli
Comentário · há 11 anos
Parabéns pelo texto. Realmente ficou bem didático e esclarecedor, mas me atrevo a fazer algumas ressalvas.

Inicialmente, considero que há possibilidade de haver um enfocamente sem que haja um nó (de corda ou de tecido, como encontramos mais usualmente). Há casos em que o enforcamente acontece em objetos rígidos, como um janela, por exemplo. Já presenciei um caso em que uma pessoa enforcou-se na janela do banheiro enquanto tentava adentrar em sua casa por esse vão. Dessa forma, embora a maioria dos autores não faça essa ressalva, diria que o mais importante no enforcamento é que a única força a atuar na compressão das vias aéreas é a do peso do corpo.

Quem relação à posição do sulco, algumas ressalvas também devem ser feitas. Em especial no caso das suspensões incompletas (quando alguma parte do corpo do enforcado não está suspensa) pode acontecer do sulco não ser oblíquo e em sentido superior. Já vi casos em que a vítima enforcou-se deitada. Estudos mostram que são necessários poucos quilos para realizar o colabamento completo da traquéia, impedindo a passagem do ar. O mesmo ocorre com relação ao estrangulamento: a posição do sulco será dependente da posição relativa entre a "vítima" e o agente aplicador da força, que pode ser humano ou não.

Finalmente, com relação a posição da língua, nem sempre estará projetada. Em alguns casos a corda que enfoca posiciona-se à frente da cabeça, de forma que a face fica posicionada para cima ou lateralmente. Nesses casos, em geral, a força compressiva provoca o fechamento da boca.

A protrusão da língua é provocada pela compressão das estruturas anatômicas que ficam na bucofaringe (porção mais posterior da boca, onde ela encontra a faringe) e pela rotação da mandíbula.

Em Medicina Legal e Perícia Criminal raramente existe regra. Assim sendo, as explicações sempre merecem um "geralmente" ou "na maioria dos casos".
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